Jul 7, 2010

Vive! Vivo!

.. viver é uma bagunça mesmo.. é um estado de insegurança, de incerteza, de ansiedade, agonia, tristeza, felicidades...

Por viver, entenda que não é o fato de existir, mas sim de querer entrar no jogo, se jogar no abismo. Por muito tempo tive este medo da escuridão que é viver. E talvez por isso passava muito tempo da minha vida escondendo este medo com alguns mecanismos, como distrair todos com minhas palhaçadas. Talvez isso era uma defesa, para que ninguém entrasse a fundo no Mathias. E isso trazia segurança mas a medida que o tempo passava, parecia que apesar do conforto, vinha a invisibilidade. Parecia que eu não existia, não vivia, era um ser transparente que não mudava o destino das coisas, de mim, de nada. E constatar isso não foi bacana.

E ai que talvez decidi me tornar visível. Decidi expor minhas idéias. Decidi lutar pelo que quero. Decidi sair do conforto. A explodindo a bolha da segurança, caio na vida. A vida como ela é. A vida real. E no maior estilo Manoel Carlos, comecei de fato a viver a vida. E a frase do Dalai Lama me vem a cabeça "..vivem como se estivessem mortos, e morrem como se nunca tivessem vivido…”.

E por viver como se estivesse vivo, é complicado, é difícil, é árduo. Mas ninguém morre por querer viver. E o orgulho que sinto ao sentir a vida é tão grande que me faz querer continuar nessa. Querer continuar chorando, sorrindo, se sentindo inseguro, incerto, VIVO! E acima de tudo, sendo sincero a mim mesmo, aos meus sentimentos, tentando ao máximo deixar de lado meu orgulho, meu egoismo e claro, meu medo!

May 27, 2010

...

"Gosto de dormir embaixo de um edredon não para proteger do que vem de fora, mas para segurar o que vem de dentro"
M.albert

Apr 20, 2010

Sobre o segunda e crueldade

... após um almoço de aniversário da minha mãe em Joinville no sábado, um final de tarde e balada em Balneário Camboriu, um domingo de sol na praia com amigos, eis que chegou a segunda. Como não precisaria trabalhar, fiquei em Balneário Camboriú sozinho, esperando final do dia pois iria jantar com um amigo de São Paulo em Itajaí (me lembrei da música disneylandia, do titãs, só que na versão tupiniquim). Enfim, iria passar todo o dia de segunda sozinho. Acordei cedo, fui para a praia Brava, tomei um banho de mar e na volta decidi almoçar no Shopping, pois acho o lugar perfeito para almoçar quando se está sozinho. Não preciso dar explicação (por expressão corporal) para ninguém que senta ao meu redor do porquê estou sozinho, algo que em um restaurante a beira-mar é mais difícil.

Cheguei ao shopping às 10:55 am porém descobri que o mesmo só abriria às 11am. E nestes cinco minutos fiquei ali parado, observando as pessoas que chegavam ao local. E dois casos me chamaram a atenção. Em um deles, uma mulher estacionou o carro na vaga de deficiente (o estacionamento estava vazio) e minha mente já se pôs a criticar, ainda mais que ela saiu do carro toda saltitante. Mas eu estava errado, já que ela andou em direção ao porta mala e retirou uma cadeira de rodas para o passageiro.

Após, percebo uma mulher, supostamente uma mãe, saindo de um táxi com dois adolescentes. Eles estavam na entrada do estacionamento, a uns 100 metros de onde estava. E mesmo após terem pago o táxi, permaneceram lá. Não vieram perto de onde eu e todos os outros estavam. Neste momento olhei para a mulher da cadeira de rodas, e estranhamente ela também não estava perto da gente com o passageiro cadeirante. Ficou com a cadeira de rodas perto da janela do passageiro, conversando com o mesmo...

Eis que o hino nacional começa a tocar e eu achei meio brega, mas não vem ao caso. As portas do consumismo se abrem, e todos vão para seu ritual capitalista. É engraçado, parece uma corrida, uma gincana. Os únicos aparentemente calmos são os seguranças... E por não estar cheio, pude observar um pouco o destino de cada um, o que não vem ao caso também...

Após ouvir o hino, almocei e fui andar um pouco pelo shopping para fazer a digestão. Na minha caminhada passei perto da mulher com seus dois filhos adolescentes e percebi que ambos tinham uma deficiência muito grave no rosto pois estavam desfigurados. Segundos depois, esbarrei na mulher da cadeira de rodas e uma garota estava sentada nela, com uma deficiência mental explícita que chega a chocar quem olha.

Achei meio estranho encontrar tão rápido estas pessoas e deixando o pensamento fluir me bateu uma tristeza, um sentimento de crueldade por parte de nós mesmos, humanos. Talvez estas pessoas que possuem familiares com deficiência gostariam de levá-los ao shopping, mas preferem fazer isso no horário menos movimentado da semana, ou seja, segunda pela manhã. Logo após o hino nacional. Talvez para evitar olhares como o meu, de estranhamento, de julgamento, de disfarce, de "não me afeta"...

E quando imaginei novamente a mãe saindo do táxi com seus dois filhos e a decisão de esperar o shopping abrir lááá na entrada do estacionamento, longe do aglomero da porta automática do shopping, fiquei entristecido...

Quando imaginei novamente a mãe saindo do carro e esperando o shopping abrir para finalmente colocar a garota na cadeira de rodas, fiquei entristecido...

E nessas horas me pergunto.. é possível atingir o ideal de diversidade? O que pensei, o que senti, o que julguei, pode ser chamado de crueldade?

Apr 13, 2010

O que define um sonho bom?

Engraçado como existem alguns sonhos que realmente marcam. A grande maioria dos meus sonhos não lembro. No máximo lembro de uma sensação que o mesmo traz, uma vaga lembrança, como se uma névoa deixasse tudo difícil de ver apesar de saber de ter algo lá no final. Mas para alguns deles, fica tudo muito claro, muito visível, muito nítido. Foi o que aconteceu estes dias. Parece que sonhei com todos os meus medos assim, juntos. E interessante foi perceber que estava vivenciando todos eles. Lembro de ter descido numa ilha, tipo LOST, e quando cheguei na areia o sonho realmente iniciou(o sonho começou e eu estava dentro da água, com a água batendo no meu joelho). Primeiro veio um ser com uma cabeça gigante de ET passando rapidamente pelo meu lado. Depois olhei para o lado e dois vultos me olharam e ambos possuiam os olhos brilhantes. Era a única coisa brilhante nos dois. Mais a frente, bem no fundo do plano, encontrei uns seres que não reconheci pois não tive tempo. Não tive tempo pois um ser voador me pegou e me jogou muito longe e depois disso não lembro mais de nada. Mas este plano seqüência está muito bem definido na minha cabeça. Cores, movimentações, marcações, expressões faciais, sensações, tudo está bem guardado no consciente. E não estava com medo, talvez receoso, mas não com medo.

Acordei estranho, e todas as vezes que acordo estranho, penso que algo novo veio. E por algo novo, talvez seja aquilo que buscamos, ou estamos mais perto daquilo de queremos. E hoje digo que quero a realidade, a vida como ela é... e concluindo isso, acordei pensando que estava vivendo algo da realidade que ainda não vivi, por isso o estranhamento. E neste momento pensei que esta nova realidade parece mais ilusória do que a realidade da ilusão construída em algum momento de minha vida. É como se, ao destruir uma determinada ilusão, tudo se torna estranho, ilusório.. mas na verdade é a realidade que nos transmite este sensação estranha...

É estranho... e real... por mais ilusório que pareça

Mar 26, 2010

Prefácio...

# com letras bem corridas

Eu não consigo seguir em um pensamento. Como se não tivesse paciência. Penso e logo preciso trocar a linha de raciocínio. Por isso gosto de tudo muito rápido. Coisas rápidas. Por isso não me vejo hoje escrevendo um livro. Demoraria muito. Não teria paciência.

Ou teria?

Por que fico nessa pressa de acabar?

Pressa de acabar é não viver e conseqüentemente, morrer

# com letras bem definidas

Não precisa ter pressa; A vida é agora (a VISA que diga). Aproveite cada traço de cada letra escritas, lida, sentida e vivida. Pode ficar aqui e agora. Esqueça do relógio. Não precisa mais fugir de mim mesmo. Pode ficar tranquilo, tranquilo, tranquilo e tranquilo...

E estar tranquilo é uma das tarefas mais difíceis da vida... e este livro mostrará por quê...

Feb 26, 2010

sem revisões...

um dia a minina q tinha sotaque meio estranho e atendeu a porta. Era um senhor q perguntou
"o UTAH???"
Ai a minina respondeu "Tá nãão!!!"
E querendo ser proativa, já falou na seqüência
"mas o CANATÁ!!!"
o senhor irritado respondeu "VÁTAPÁ!!!"







...





Bateram na porta, a mesma porta
-a Boni tá?
-A boni não, apesar do Ava tar a boni saiu.
-E o pin, tá?
-O pin tava, mas tb saiu.



....




Na mesma porta:
- O Ratata, tá??
E a moça do sotaque estranho morreu!




ps: o diálogo intermediário foi contribuição do grande surtado Rafael Pitta

Feb 22, 2010

feito de carbono

http://miolodepao.carbonmade.com/

Feb 18, 2010

Achei!!!!!!!!

Finalmente não achei uma informação no GOOGLE... estava com preguiça de ir até a cozinha do trabalho lavar minha maçã do Looney Tunes. E como estas maçãs vêm numa embalagem fechada, todo bonitinho, pensei que elas já estão lavadas. Mas sempre fica uma dúvida. Enfim, fui procurar no Google e não achei nada a respeito...

E agora estou indo lavar a maçã...

brincando de camiseta

Feb 3, 2010

Na forma do medo

Por que será que é tão difícil ver um filósofo saradão ou um saradão lendo Wittgenstein? Falta de interesse você diria? Eu diria medo...

Jan 27, 2010

soy loco por ti

Tenho que Vs Querer

3pm
Tenho a mania de pensar que faço o que faço porque quero, e não porque tenho que... talvez por pensar que assim é que estarei vivendo aquilo que quero viver, por pensar que assim que estarei mais tranquilo... e vejo que ao invés de tranquilidade, vem angústia, tristeza, dificuldades, não entendimento... e constato a dificuldade extrema de genuinamente querer...

Vindo ao trabalho, pensei que, ao contrário de sempre, não estava querendo ir, mas sim tinha que ir. Tratei o trabalho como obrigação, como algo necessário. E por incrível que pareça, ao invés de tristeza, angústia e dificuldades, veio a tranquilidade, a força e a coragem...

E ai que tudo fica ainda mais confuso... quando eu quero, sofro. Quando tenho que, me tranquilizo.

...
Quando digo quero, digo o QUERER mais profundo, o QUERER em sua essência. Querer porque quero é algo extramente difícil para mim... E não é aquele querer do tipo "quero ir à balada" ou "quero comer sushi" mas um querer do tipo "quero estar aqui e agora e dane-se todo o universo"...


(meu chefe chamou para reunião...)

...11pm
Talvez essa seja uma das missões da vida... tentar ao máximo não usar a desculpa do tenho que...

Jan 21, 2010

XOR


... ou escolhemos sermos felizes ou escolhemos fazer com que os outros pensem que somos felizes. Ou um ou outro. Ou você chora para ser feliz ou você dá risada para que todos vejam que você está feliz. Ou você admite precisar de ajuda para ser feliz ou você fingi ser independente para que todos vejam que você é feliz. Um anula o outro. Ou é um, ou é outro. Impossível ter os dois ...

Nov 3, 2009

May 20, 2009

May 6, 2009

play with me?


Mathias Albert

Apr 27, 2009

Frase do dia

"O momento em que acordamos e percebemos que foi tudo um sonho é o único de nossas vidas em que apertamos o CRTL + Z"
m.albert

Apr 24, 2009

Refresh

Problemas

Será que os problemas são realmente problemas?
Às vezes penso que procuramos nossos problemas!
Às vezes acho que procuramos o problema já sabendo a solução.
E muita dessas vezes, o próprio problema é a solução.
Penso também que os problemas são uma forma de expressar nossa real vontade interior...
"Ah , estou com problemas!", você diz.. mas no fundo no fundo você quer dizer "URRUWLLL, era isso que queria"...
Como se fosse um ato puramente masoquista!

Jan 5, 2009

to where?

Inicio

Demorou para se dar conta de que conseguia estar mais próximo da perfeição quando finalmente assumia sua condição de imperfeito. Quanto mais queria ser perfeito, mais descobria sua que sua missão era impossível. E a única forma era se isolar. O isolamento o deixava perfeito. Dentro de sua bolha, ele não cometia erros... mas também não acertava, pois não agia. E demorou para querer destruir. E viver. E errar. E agir. E finalmente ficou feliz ao descobrir que agir de forma imperfeita era mais gratificante e perfeito do que viver dentro da ilusória perfeição do isolamento e da não ação.
m.albert

Nov 26, 2008

Exoesqueleto

Estava apenas há um minuto parado. Afastou o banco para trás, abriu a cerveja e acendeu um cigarro. Queria refletir, relaxar, não fazer nada, olhar o horizonte, tanto faz. No final das contas, é tudo igual. Queria aquilo, mas tinha medo. Mas decidiu que a hora seria aquela. Decidiu não por imposição, mas apenas que a hora era aquela.

Começou com seu braço. Foi arrancando toda a epiderme com suas unhas. Foi raspando a pele como quem coça com muita força, ou como quem tira casquinha de feridas. Começou no pulso e foi até os ombros. Esquerdo. Direito. Foi para o tronco. Tirou apenas o começo com as unhas, depois puxou com tudo, como se estivesse tirando uma toalha de uma mesa com todas as coisas ainda sobre ela. Tinha que ser rápido pra não gerar muito mais estrago. Chegou às pernas. Cabeça, pés, mãos. Finalmente ficou totalmente em carne viva. Todos que passavam olhavam para aquilo porém sentia orgulho. Estufou o peito. Ergueu a cabeça, respirou profudamente.

Tomou sua cerveja, fumou seu cigarro, sorriu, chorou e foi dormir...

Cha-cha-channnges...

Queria poder explicar como que uma comtemplação do horizonte pode ter outro signifcado mudando apenas a forma de olhar. O mundo é outro. A Terra é outra, a família é outra, os amigos são outros... eu sou outro...

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Nov 18, 2008

...

Assim que tomou coragem, chorou. E quanto mais força surgia, mais lágrimas caiam sob a terra. Achava contraditório.

Mal sabia ele que estas lágrimas iriam evaporar e outras terras seriam molhadas.. agora apenas como H20

Nov 11, 2008

Quick flush!!!

A vida é uma só. Informação, frase, sentença, razão...


... agora sentir que a vida é uma só é realmente forte. Difícil explicar, mas o poder dessa frase nos faz tomar mais cuidado com as ações que tomamos. E dentro deste contexto, às vezes me pego com a sensação de "estou desperdiçando tempo".

Acredito que deva existir um caminho único que ao andar sobre ele, esta sensação de tempo perdido não existe. Mas digamos que para entrar nesta estrada é necessário muita reflexão, mudança, força, ousadia. É se desprender de muitas coisas, é se livrar de muitos conceitos. É acima de tudo querer. E este querer não é simplesmente um "quero um sorvete". É um querer que fica lá dentro e que dificilmente temos acesso. Se temos essa sensação de tempo desperdiçado, é porque não queremos ir até a estrada.
É muito mais fácil para nós caminharmos sobre a estrada que estamos.

Será utopia este caminho? Talvez... mas quanto mais criarmos atalhos para alcançar este path.. melhor...


E do nada.. em minha cabeça.. surge, dentro deste mesmo contexto, porém com outro foco...
"O medo de perder a vida nos faz agir de uma maneira totalmente contraditória ao de viver a vida. Mas o pior é que criamos este medo justamente para podermos vivê-la."

Oct 6, 2008

Between meetings #3





Between meetings #2





Resumè

Talvez faltava conectar
Talvez faltava ligar
Talvez faltava relacionar

E escapar disso se tornava cada vez mais difícil. Principalmente porque queria justamente o oposto. Mas tinha medo. E não entendia muito bem.

Queria sentir falta, mas não sentia
Queria sentir saudade, mas não chorava
Queria sentir alegria, mas disfarçava
Queria abraçar, mas não abraçava
Queria sorrir, mas não sorria
Queria conectar, mas se isolava
Queria ligar, mas desligava
E fugia (e lá ria, e chorava)...

Mas não queria fugir...

...até que não fugiu!

... chorou, chorou, chorou e sentiu...


Conectou, ligou... e finalmente sorriu e chorou com o outro...

Sep 22, 2008

Quotes#n

"Como poderia viver feliz, se a origem da sua infelicidade era justamente o fato de se sentir bem? Como escapar desta pegadinha que ele mesmo criou? Até cogitou o falso argumento de que a felicidade não era importante, e que o sofrimento era a grande necessidade do ser humano...


Mas agora, visualizava um caminho diferente..."
M.albert

Sep 10, 2008

zzz

"Não se lembrava da última vez. Não sabia se era a primeira vez que pensara aquilo. Mas naquele dia ele foi dormir não porque ele tinha que descansar, mas sim porque simplesmente estava com sono."
m.albert

Sep 9, 2008

Video draft



Colando sem grudar
ao menos tenho que tentar
sem o que não sei o que vou falar
aliás, parei de rimar
parei
não sei... quem sabe... suará
Ceará

Jul 15, 2008

Quote #4

“... lembrou daquela passagem em que, assistindo uma aula qualquer da faculdade sobre alguma técnica de engenharia para resolver algum problema mundano, teve a visita do pensamento enigmático que aparecia, desaparecia e não deixava nenhuma memória. Deixava apenas o não entendimento, o desespero, a taquicardia, a fuga, o isolamento...”

Jun 26, 2008

Quote #3

“... e agora pensava na possibilidade de viver sem este peso que há tanto tempo o incomodou. Nos tempos de criança, carregava esta cruz disfarçada sob a forma de ansiedade. Quando jovem, queria controlar o mundo. Na faculdade, o pânico. E agora, a esperança de apenas viver. E sentir...”

mat.albert

Jun 25, 2008

Quote #2

"... e de pensar que tudo começou por um pensamento. Algo instantâneo, que tomou conta da cosnciência e que, mesmo não lembrando disso, sofria os efeitos deste processo. Não entendia, e na busca de porquês, imaginou diversas explicações, de espírito maligno até uma terrível doença. Naquele instante, achou que iria morrer..."

mat.albert

Jun 23, 2008

Quote

"... é como se aquele espaço, antes ocupado pela lágrima, agora poderia ser preenchido com novas sensações, novas imagens, novas lembranças. E foi por isso que sorria ao chorar. Para quem já sofreu o pânico de esconder um sentimento, chorar se tornava seu porto seguro, pois sabia que um novo terreninho surgiria e ali construiria uma nova casa, uma nova história, um novo destino..."

mat.albert

Jun 16, 2008

Teste

Para saber se você está contente com a vida que leva, digite seu nome entre aspas no google e pequise. Se você ficar orgulhoso com os links que aparecem, ótimo. Se não gostar do resultado final, trate de agir para que, quando o Google indexar, você ter orgulho de ver aquele link nos resultados.

Jun 12, 2008

Joga fora no li i i i xú!!!!

Joguei meus problemas para minha perna
Ela tremeu
Joguei minhas angústias para minha cabeça
E a coitada doeu
Joguei meu nervosismo para o meu coração
Babababababateu
Joguei meus medos para o cigarro
E ele entorpeceu
Joguei minha tristezas para meus dentes
E dez unhas ela roeu
Joguei tudo de ruim para minhas lágrimas
E na terra desapareceu

Enquete

Você, quando pensa em você, em sua pessoa, você sempre a localiza no seu cérebro? Quando você pensa "onde estou eu", você também pensa no seu cérebro. Como se você morasse dentro da sua cabeça? Ou pensa que você esta espalhado em todo seu corpo? Ou só nas pontas dos dedos?

Jun 10, 2008

Da série escrever sem pensar (tanto)...

Este blog deveria se chamar às vezes.
Às vezes, às vezes, às vezes...
Têm vezes que ler vezes fica estranho...
E vezes me lembra mais, menos, vezes e divisão..
Que me lembra matemática
Que me lembra uma professora gorda que tive..
Mas era de ciências...
Às vezes não entendo...
Ás vezes fico tranquilo em não entender..
E nestas vezes fico contente em ficar tranquilo...
Às vezes penso que a vida é um só.. e sentir isso é muito pesado, perturbador...
Será que estou fazendo o melhor?
Será que estou aproveitando ao máximo?
Será que estou como planejado?
Será que tem um planejado?
Não sei..
Mas o importante é estar tranquilo, mesmo mergulhado neste mar de dúvidas
Mesmo não sabendo muitas coisas
Mesmo sentindo tudo como uma viagem
Muitas vezes acho que esta viagem é solitária
Mas não sei se realmente é..
Ou eu que vejo assim..
Por tudo que vivi e passei... me moldei a pensar assim
Não sei...
Mas o importante é se dar bem com o não sei
E sorrir ao estranhar a palavra vezes..
Vezes, vezes, vezes, vezes, vezes, vezes.. ficou estranho!


ps: E observei que faltou um espaço no título, e para treinar minha tranquilidade, vou deixar assim, com algo faltante. Pensando melhor, acho que na vida temos que agir para tudo ficar de acordo com que achamos correto, então vou arrumar!!!

Xiitrrépens!!

Nunca internalizei a frase "Shit Happens" de uma forma boa. Até hoje ainda acho que Shits não deveriam Happens!! Mas é inevitável, e talvez esteja num estágio de internalização dessa impossibilidade de evitar as shits do world. Depois disso, é fazer as shits happenecerem!! Mas não propositalmente claro...

Jun 9, 2008

Enquanto isso, na fronteira entre EUA e Canadá

CNN LIVE!!

Como é difícil viver o agora...
Às vezes parece que vivemos outras épocas...
Parece que tudo que fica de mal resolvido no nosso passado, vive no presente..
E de alguma forma, toda a potencialidade do agora vai se perdendo...
Parece que parte do agora tem que ser gasto com o passado...
E quanto mais coisas mal resolvidas, menos aproveitamos o presente...

E a novidade é que a medida que vamos encarando nosso interior...
Conseguimos resgatar um momento precioso do presente, por mais mínimo que este seja...
E por um tempo estranhamos o ganho deste tempo, como algo novo...
Estranhamos, mas de forma feliz...

E isso gera esperança...
A esperança de viver o agora com 100% do tempo para o agora...
Utopia? Talvez...
Sonho? Com certeza...

update#1: engraçado que pela primeira vez que escrevi.. saiu
"E quanto mais coisas mal resolvidas, menos aproveitamos o passado..."
e não
"E quanto mais coisas mal resolvidas, menos aproveitamos o presente..."
Será que amo o passado, de viver dele, a ponto de não querer esquecê-lo... talvez sim.. e com isso, tudo que quero na verdade não quero...Explico: digo que quero viver o presente e ao mesmo tempo amo meu passado... e gosto de viver dele...
Sei lá..
Mas uma coisa é certa: tenho que harmonizar passado e presente, para curtir meu futuro

Talvez amo meu passado ateh o ponto q não ame mais e me faça querer viver o presente... e creio que soh viverei o presente quando resolver as coisas não amorosas do passado.. ai tudo será lembranças (e não barreiras) para construir o futuro..

update #2:
"E quanto mais coisas mal resolvidas, menos aproveitamos o passado..."
e não
"E quanto mais coisas mal resolvidas, menos aproveitamos o presente..."

Considerei antes um ato falho.. mas talvez ambas estão dentro do mesmo conceito... aproveitamos o passado quando resolvemos ele..
E aproveitamos o presente quando resolvemos o passado tb...

:D

Concluindo: resolva seu passado.. reflita... e o presente acontecerá rumo a um futuro desejado

Jun 6, 2008

Inércia

trazer a tona
refletir
refletir
refletir
refletir
refletir
internalizar
internalizar
internalizar
internalizar
internalizar
internalizar
internalizar
internalizar
internalizar
internalizar
internalizar
internalizar
agir
notar

Jun 5, 2008

Drafts

Frase que há mais de dois anos continua sendo apreciada por mim..

"As particularidades, como todos sabem, são favoráveis à virtude e à felicidade; as generalidades é que são, intelectualmente, males necessários. A espinha dorsal da sociedade não é composta de filósofos, mas de serradores de enfeites e de coleccionadores de selos"
Aldous Huxley

...

Engraçado que existem algumas fases em nossas vidas que ficamos em processamento. É como se uma ampulheta ficasse aparecendo no lugar do cursor na tela do computador. Não podemos fazer nada, a não ser esperar. Conseguimos ainda ver algumas coisas, observar, mas o agir fica um pouco distante, estranho, sem sentido. O jeito é esperar liberar o processamento, para começar a clicar em tudo que é ícone, com exceção de arquivos .exe com vírus.

...

Estou com uma sensação de quanto mais tomo atitudes, mais não entendo, apesar de ficar tranquilo, calmo. E quando não tomo nenhuma atitude, fico dentro de uma bolha, ansioso, porém mais seguro, talvez por estar inserido dentro de um lugar seguro. Chego a conclusão de que o não entender é inerente, e que não será por falta de entendimento que não agirei... Agir sem entender ao invés de entender minha bolhinha...

Fotossíntese silenciosa

Hoje a minina da ginástica "laboratorial" estava falando sobre o meio ambiente e tal... e começou o discurso

Com aquela voz melooosa típica de professora de ginástica, começou:
"Hoje é o dia do meio ambiente GENTEMMM, portanto, preserrrvem, plaaaaante uma árvore, cuuuuuide do meio ambiente, plaaaaante uma muda..."
Neste momento me bateu um impulso (controlável, tanto é que não verbalizei) de gritar bem forte e de forma brusca:
"PLANTE UMA SURDA!!!!"

Jun 2, 2008

No meu quintal

Com meu martelo da coragem
Quebrei o muro das ansiedades
E vi a piscina das tristezas
Cheio de lágrimas derramadas

Mergulhei sorrindo
Nadei sentindo
Chorando molhado

Sai aliviado

Sequei-me com a toalha da esperança
E entrei pela porta da vida
Vivendo na casa perdida
Agora com uma piscina

Jun 1, 2008

A pedidos...

Meu primeiro vídeo... (a gente nunca esquece)



Minha mão...
está menor que o normal. Sério, eu olhei para ela agora e vi tudo menor. Minhas unhas não eram tão picorruchas assim. Num era mesmo. Meu "mindinhu" é uma versão idêntica, um clone do meu dedo indicador da mão direita, sem claro as unhas comidas, já que como mais as unhas do dedo indicador do que do dedo mínimo. Eu disse mão direita porque o da esquerda é toda deformada. Tive uma infecção quando tinha uns 12 anos que lotou todo o dedo de pus, ai a unha inflou. Com uma agulha, esterilizada claro, furei o dedo e fiz cachoeirinha de pus, parecia aquelas atuais stands de chocolate que tem nos shoppings, com umas cascatas de chocolate, no caso chocolate branco. Quando ela desinchou, a unha já estava retorcida, e nunca mais foi mesma, ficou redonda, um círculo quase que perfeito. Em baixo de todas as unhas minha pele é um pouco mais avermelhada, mais frágil. Não sei porque, talvez seja falta de vitaminas, ou a minha constante ingestão de unhas e agregados faz com que fico tudo meio que infeccionado, fora no "normal". Falta de vitaminas... coisa de hiponcondríaco. "Normal" porque atualmente o normal é ela estar toda assim, um caos. O normal normal mesmo, nem sei mais o que é. Pêlos quase não tenho, pois os poucos que tinham eu queimei com isqueiro, para ficar aquele cheirinho de pão tostado no fogão, é um fedido tão bom. Ai sobraram uns poucos sobreviventes, fruto da minha preguiça em queimar o resto. Preguiça ou misericórdia, ou uma ponta de amor a si próprio. As unhas, a medida que vou roendo, vão obviamente diminuindo de tamanho. Assim elas ficam menores (óhhhh) e a carne acima dela começa e ficar mais visível. O que antes era uma península, com uma ponta no ar, agora é uma ilha, perdida no meio da pele. Mas meu caso não é o pior, existem algumas mãos que têm a unha do dedinho do pé tão pequena que não cresce paralelo à carne, mas sim cresce para cima, é um ponto que vai rumo ao céu, uma reta mesmo. Deixa dez anos crescendo e vira uma antena de TV, VIVA! Ao vivo!. Isso sem mencionar os traços e imperfeições da pele, pois isso é comum para todos, então não iria chamar atenção nenhuma para leitura. Ah, cutículas inexistem, caso alguém lembre. Do outro lado, na palma da mão, tudo sob controle, as linhas estão aparentemente normais e nunca quero ir nestas mulheres que leêm mão (existem homens que leêm as mãos?). Tenho medo. Dobrei o dedinho e descobri que vou ter um filho (uma amiga minha ensinou a técnica). Bom no geral é isto, se alguém quer saber mais detalhes, não hesite em perguntar.Mas que elas ainda continuam menores, continuam, mesmo depois deste desabafo... sei lá.. meedo...

May 27, 2008

Drafts da sétima arte...

Às vezes imagino a vida como uma sala de cinema. Na poltrona está você, porém não em sua totalidade. O que está repousando é apenas sua razão, sua consciência. Todo o resto de você se resume ao filme. Suas ações, seus feitos, seus problemas, suas alegrias, suas tristezas, seus risos, suas escolhas, sua beleza, sua família, seu trabalho estão sendo retratados na telona. E enquanto sua vida passa, sua parte racional assiste de forma passiva tudo o que acontece no presente momento. Ainda estou em dúvida se esta relação é tão passiva assim. Talvez algumas coisas que sua consciência revela vão influenciar os minutos seguintes do filme, não sei. Só sei que sai vitorioso quem consegue assistir o filme até os créditos finais. Alguns não aguentam, e simplesmente saem da sala de exibição.


Update: talvez esta parte da poltrona seja uma parte inútil, uma parte que deve ficar de fora mesmo, assistindo tudo de forma passiva. E outra parte consciente está com você, sendo projetado na tela.

May 6, 2008

Drafts...

Cada vez mais fica claro o quanto minha consciência sempre quis controlar tudo. A medida que vou me permitindo distrair, minha razão berra. Mas vou continuar jogando partes deste controle ao meu corpo, ao meu inconsciente, ao meu instinto, ao "acaso", ao poder divino. Assim, tudo fica mais tranquilo, mais largado, mais pacífico. Mas ainda há um passo, ensinar esta lição ao meu consciente.

Nada como viver distraído, apenas sentindo.

Ou melhor, nada como viver conscientemente distraído. Isso sinaliza alguma paz entre minha razão e minha vida.

Apr 24, 2008

Preciso de você

Preciso de você para interromper minha busca dos porquês

Observo meu caminhar mas não entendo porque quero chegar
Analiso o céu azul porém não entendo porque ele está em cima e não embaixo
Vejo as pessoas trabalhando e não entendo porque as observo
Ouço aquela canção que me acalma, mas porquê?

Preciso de você para interromper minha busca dos porquês

Digito este poema mas me vejo num mundo estranho
Escrevo sem parar talvez para esquecer que o porquê existe
Sinto como forma de fugir desta sede de saber

Preciso de você para interromper minha busca dos porquês

Pois agora...
Espero que um dia você apareça
Porque até agora... é ruim HEIN!!!!

Apr 23, 2008

E o vento levou

O menino voou. E alcançou o céu. Queria voltar. Começou a peidar. A cada peido, subia mais. Resolveu plantar bananeira. E reiniciou a peidação. Porém agora, a cada peido, descia consideravelmente. Como tinha comido pouco, o combustível logo logo acabou. E no ar ficou. Olhou ao redor. Observou uma gaivota. Agarrou-a com toda força e aproveitando o resto de gás que a ave possuia, apertou a barriga da bichinha e um peidinho de nada foi ouvido. Desceu mais 3 cm. Teve outra idéia. Deixou de plantar bananeira e começou a arrotar. Porém a potência do arroto era bem menor que o peido. Não chegava a 1 cm de deslocamente por arroto. Mas como o estoque de arroto era renovável (até porque tinha aprendido a arrotar seu nome) ele conseguiu descer à terra novamente. Queria dizer UFA, mas a partir daquele dia, nunca mais se interessou pelo ar em movimento. O primeiro anti-vento. Inimigo mortal dos cata-ventos. E nunca na vida quis ficar louco, para não ser confundido com biruta.

Drafts parte n

Sorrio quando penso em ter toda a experiência possível
E vivo até este dia chegar
Se é que ele vai chegar
E será que vou sorrir quando chegar lá?
Ou descubro que não é possível, e já não irei sorrir
Ou irei
Não sei
Mas se sorrio agora
Para que esperar o futuro
Talvez para sorrir mais
E dormir em paz

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Às vezes dá medo de aceitar nosso destino
Ele assusta.
Mas porque tenho medo?
Ele fica aqui dentro, lacrado

Às vezes não queria ter este medo
Mas me dá medo quando me imagino sem medo

Às vezes queria ser mais "normal"
Mas já aprendi que ela é irreal

Porque é tão difícil
Porque não acordo e simplesmente vou trabalhar?
Será que preciso mudar?
O que eu preciso fazer?
Como tenho que atuar?

Para me sentir bem
Para viver sem medo de errar

Às vezes queria pedir ajuda
Mas é tão difícil de explicar
A batalha é minha
É a minha razão de estar aqui
Razão que não sei qual é
E não morro sem saber
Nem que seja no último momento
Para poder dizer: valeu a pena

Apr 22, 2008

..............stop!!!!!!!!!!!!!

Impressionante como o mundo segundo nossa visão (até porque é a única visão que teremos dele) seguem as regras que a gente próprio define. Independente de crença, de valores, de conceitos, tudo se encaixa da forma que queremos. Podemos usar a mágica, e o mundo será mágico. Podemos usar a razão, e o mundo será racional. Podemos usar Deus, e o mundo será divino. Como poder então fixar uma? O que nos faz parar de ver o todo e passar a viver o ponto? O que nos faz dizer "eu ACREDITO NISSO", sabendo que isso é apenas mais uma forma de nos guiar e que fosse "AQUILO", seria da mesma forma?

Mas uma coisa é certa: nessa sensação de que tudo se encaixa, de que "É ISSO, EU TENHO CERTEZA" é que reside a magia do incompreensível, a magia da fé. E esta força é indispensável em qualquer conjunto de regras a ser seguido. Parabéns para quem parou de procurar... se é que isso é possível...

Apr 9, 2008

Puzzle

Quem diria que um dia começaria que através desta falta de lógica tudo se encaixaria

Apr 7, 2008

Arrumando (ou bagunçando) a gente se entende...

... hoje me peguei no trono real, pensando na vida. Quando parei pra pensar, estava não mais pensando e sim vivendo. Vivendo e olhando o papel higiênico. O papel e o suporte para papel que estava desalinhado. E quase que por instinto o alinhei.

Não sei se sou apenas eu, mas creio que uma boa parte da população racional busca a ordem, a harmonia. O suporte deve estar alinhado assim como o quadro. A gaveta deve estar arrumada. A mesinha do trabalho, a carteira, o interior do carro, o quarto, as louças, tudo deve estar arrumado.

Mas a vida, essa nunca se arruma, essa nunca está em ordem. E creio que nunca ficará. Talvez o único momento que isso pode ter uma grande probabilidade de ocorrer será no momento em que cada um de nós morrer. Ai sim estabilizar. "Um sistema funciona apenas quando está instável. A estabilidade significa o fim deste sistema" - ouvi isso não sei onde, não sei de quem, mas sempre penso e acredito nisso.

...
Por que afinal arrumamos nossa vida dessarrumável??
Seria a busca pela ordem uma necessidade humana?? Acredito que sim. E já que arrumar a vida é complexo demais para realizar in a life time, iniciamos pois pelo simples. Pela gaveta, pelo quarto, pelo caderno... O que pode ser interpretado como arrumar a "vida". Uma parte mínima, mas quem sabe importante...

On line...

Coletando rascunhos antigos...

...
Engraçado me pegar contente vendo você on line. De alguma forma me conforta saber que você está ali, ao meu alcance, a dois cliques e um "oi" de distância, não importando onde você esteja. Não importando o que você pensa de mim. Apenas importando que você ainda fica verde para mim. Acessível. Mesmo sabendo que sem isso talvez nunca conversaríamos, mesmo sabendo que é pura ilusão, só de observar você ali, verdinho, me deixa um pouco mais confortável.

...
A internet proporciona novas possibilidades, novos pensamentos, novas formas de sentir velhos sentimentos. Sentimento que existem desde os primórdios, variando apenas a forma de se atingí-los.

...
E nem ouso falar com você. Talvez pelo medo de você não querer receber meu "oi". E este medo de você me recepcionar de forma fria me traz outro medo, o do bloqueio. A partir daí, adeus verdinho, adeus on line. Você estará cinza, pardo, esquecido. E com certeza seria melhor assim pois se este medo se concretizasse, seria mais fácil esquecê-lo. Tenho medo de fazer o melhor e perder o melhor, o verde, o alcance.

...
Mas assim não saberei se você ainda respira... se você ainda faz a fotossíntese virtual...

Jan 7, 2008

Enquete da semana

Uma pessoa rói unha porque fica nervoso ao ver as pessoas olhando as suas unhas roídas. O que fazer?

Jan 4, 2008

drafts...

Se um dia eu estiver no sofá da intimidade da Xuxa (Deus queira que não), e ela for uma pessoa bacana (Impossível), e ela me perguntasse, antes do Mathias por Mathias (Grrr):
"Mathias, o que te deiXa maiX emocionado neXta vida, com vontade de Xorar?"
Responderia: "Olha Xuxa, antes de mais nada gostaria de agradecer a esta platéia maravilhosa e a você pela oportunidade. (Aqui entraria uma música triste, tipo Lara Fabian em Laços de Família (perceba a influência da Globo)). Respondendo a sua pergunta eu diria a você que a humanidade é a coisa que mais me emociona. Não a raça humana, mas a humanidade que esta dentro de cada um. Eu caio em lágrimas naquele exato momento dos filmes, da música, da arte, em que as pessoas se rendem. Em que as pessoas admitem - SIM, SOU HUMANA. Por trás de cada imagem, por trás de cada mentira, por trás de cada gesto existe um ser desconhecido e poderoso. E o momento de quebrar esta casca, jogar tudo ao vento e admitir - MÃE, PAI, eu sofro, preciso do colo de vocês. CARO AMIGO, eu sou carente. TIA, eu tenho medo. CHEFE, eu não sei. O exato momento de tomar a atitude certa, a atitude que seu coração manda. Este momento único que une os seres de uma maneira que é impossível não perceber esta força, esta união, esta conexão única que poderia verdadeiramente ser chamado humanidade. E aproveitando, queria mandar um beijo pra minha mãe, pro meu pai e pra você".

"Mathias por Mathias?"
"A vai se foder..."

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Sempre fui racional. E até escrevi um artigo no jornal falando sobre minha racionalidade. Sou engenheiro, o que agrava a situação. Mas hoje eu posso falar com certeza que acredito em algo. Uma crença que independe de qualquer razão. A crença de que nada nisso tudo é por acaso. Como eu sempre digo, não no sentido divino da coisa, mas sim no sentido de que tudo o que pensamos, falamos e agimos tem um motivo de ser assim.As alegrias que sentimos não são por acaso.Os problemas que temos não são por acaso.Se não acredita, escreva um poema, apenas transcreva o que você tem vontade. Guarde. Depois de um ano, leia novamente. Tenho certeza de que ficará surpreso com o resultado.

Oct 23, 2007

Novidade..

... desde a criação deste blog, consta no description do blog o "...eterna batalha entre Mathias Takahashi Albert e o miolo de pão"

Pois é... comecei a sentir que a batalha não é eterna não...

Negócio é comemorar... de leve... mas comemorar....

drafts da vida

Eu acho muito complicado descobrir nossa voz interior. Do que realmente gostamos? Do que realmente estamos afim de fazer. Parece que eu fui criado para ser flexível. Só que, se por um lado é bom pois facilita o relacionamento com os outros, por outro lado é ruim pois temos que ter muita consciência de quem somos, para não ficarmos esquizofrênicos. E ser flexível dificulta bastante estas descobertas. É bastante complicado. E isso é uma constante na minha vida.

Aconteceram alguns fatos neste ano de 2007 que estão me fazendo rever muitos conceitos. Fui trazido ao mundo real, me puxaram de volta para este planeta chamado Terra. Senti determinadas emoções que há muito não sentia. E isso foi bom, por mais tristes que sejam essas emoções. Me fizeram viver, chorar, superar, ficar esperançoso, desacreditado, feliz, triste mas acima de tudo, vivo... E por vivo talvez entenda como ser eu mesmo.

E neste turbilhão de emoções reais, percebi que perdi muitas coisas bacanas simplesmente porque estava na segurança de marte. Enquanto eu morava lá, a vida corria aqui no planeta água, a vida instável, insegura e frágil. Ou seja, do jeito que sempre foi. Percebi que queria muito vir pra Terra, percebi que queria muito sair, percebi que queria muito ir à praia, percebi que queria muito beber e ficar louco, percebi que queria discutir, percebi que queria sorrir e berrar, que queria brigar, que queria amar e que queria estar nesta fragilidade e instabilidade toda...

Triste saber que percebi isto quando as oportunidades de fazer tudo isso se foram. Ou melhor, só fui perceber isso porque perdi estas oportunidades, fazendo com que o momento passasse. Talvez foi necessário passar por este ano, talvez foi necessário ter tudo e não ver, perder para visualizar.

E hoje desço à Terra, com uma força que há muito também não se via. E essa força talvez venha da vontade de não querer repetir erros passados, de não querer deixar a vida passar na Terra, e eu em Marte, assistindo o show... hoje eu quero fazer o que realmente quero fazer, e tenho a certeza que tudo pode acontecer...

E nestes pensamentos, me prendi a um em especial. Descobri neste ano (dizem que está cientificamente comprovado) que o contrário do amor não é o ódio, mas sim o medo. E digo que, durante muito tempo, deixei o medo me guiar. Este medo que me impediu de ser o que quero ser. Agora, que estou com uma energia pra enfrentar a fragilidade da vida, deixarei que o medo ceda espaço para o amor. O amor de fazer as coisas que realmente quero, e de ser quem realmente sou.

Nexte contexto, pode ser que deixe de ser um pouco menos flexível, mas nem por isso menos acessível... mais presente com certeza, e mais tranquilo, muito mais tranquilo...

Oct 16, 2007

Discovery Channel

Há dois anos atrás..."

... aniversário é uma ótima oportunidade das pessoas exercitarem suas hipocrisias, suas falsidades, suas máscaras de amigos fiéis...

"Há um ano atrás..."

...por mais que alguém venha até a mim e diga este simples "feliz aniversário" ou então me escreva um scrap robotizado de "feliz niver te add me add", hoje ficarei feliz, de coração, pois sei que um simples gesto como este representa algum tipo de sentimento, e bom (e no mínimo equivalente ao discurso pois a grande maioria isso pode representar apenas uma ponta de um iceberg emotivo). Para fazer alguém mover forças para me dar parabéns, algo de bom eu devo ter, e ela também. Se foi forçado, se não foi, se foi pura formalidade, se foi uma declaração de amor, se foi falso mesmo, se foi verdadeiro, não importa mais... "

Hoje...

Seguindo a tradição (desde 2005), é hora de escrever neste ano que para mim está sendo um divisor de águas. Divisor de águas pois foi um ano muito turbulento, no bom e no mau sentido, e depois de passar tantos dias em 2007, meu discurso novamente será diferente dos anos anteriores... Ano retrasado foi um ano de xingar o mundo. Ano passado foi um ano de agradecer ao mundo. Já este ano não quero falar muito do externo, mas sim do interno. Da origem de tudo. Do criador do externo. E a forma que encontrei pra falar de mim neste ano que se passou foi utilizar o esquema do "descobri", bem clichê ao estilo filtro solar (dance... love your body).. portanto, vamos ao descobri descobri descobri descobri ...

Descobri que ser o piloto da minha vida é muito mais massa, ainda que difícil

Descobri que fazer drama não faz você conseguir o que quer

Descobri que ser você mesmo é a melhor forma de não se arrepender

Descobri que descobrir nossa real vontade é difícil

Descobri que planejar funciona

Descobri que comprar o que quer, com seu dinheiro, é gratificante

Descobri que criei muitos conceitos que foram necessários durante um tempo, e que agora não fazem mais sentido

Descobri que linguiça é uma coisa nojenta

Descobri que ser da massa é bom demais, é divertido

Descobri que não podemos moldar ninguém, nem exigir nada de ninguém

Descobri que qualquer problema que temos é culpa nossa

Descobri que o problema acaba depois que o mesmo aconteceu

Descobri que viajar com a familia é bom

Descobri que ganhar e dar presente é bom demais e não é vergonha nenhuma

Descobri que ao contrário do que pensava, fui feito pra viajar

Descobri que ainda tenho muita barreira pra pular, e isso me anima

Descobri que sou movido a desafios

Descobri que falar de novela é gostoso

Descobri que ainda sou muito influenciável, mas muito menos do que era

Descobri que tenho complexo com meu corpo, o que me fazia odiar praiaDescobri que amo praia (portanto, se vira com o complexo)

Descobri que o que importa são os fatos e o que você fará com eles, não os motivos

Descobri que racionalizar emoções pode até ser um bom exercício, mas stressa

Descobri que confiar nos meus sentimentos é muito bom, mesmo quando tudo leva a crer o contrário

Descobri que o contrário do amor é o medo

Descobri que nada do que ocorre conosco é por acaso, não no sentido divino da palavra. Em outras palavras, colhemos o que plantamos

Descobri que ter um norte é muito importante

Descobri que os olhos são o espelho da alma, mesmo

Descobri que nunca vou entender as pessoas

Descobri que é difícil entender as pessoas

Descobri que existem pessoas que devem falar como é difícil entender o Mathias

Descobri que fico bem mais tranquilo em não entender as pessoas

Descobri que às vezes as pessoas não são sinceras não por maldade

Descobri que às vezes não sou sincero

Descobri que sou mais egoísta do que pensava

Descobri que meu egoísmo vem do medo

Descobri que o medo cada vez mais vai embora

Descobri que viver a vida é bem mais gratificante do que filosofar sobre ela

Descobri que expectativas podem fazer mal

Descobri a força do amor

Descobri que abrir sua vida as pessoas, por mais confiantes que elas aparentam, nao é legal, não pelo fato de você se tornar vulnerável a ela, mas sim pelo fato de que isso pode destruir uma relação

Descobri que o Mathias de hoje parece mais Mathias do que o Mathias de ontem e que ano que vem estarei mais Mathias ainda... ai quero ver vocês segurarem o riso...

Aug 1, 2007

o ciclo se repete...

Deve existir uma combinação dos infinitos fatores do universo que faça com que meus lábios encostem nos teus.
E deve exigir um esforço colossal para ter este cenário... mas eu teria... eu queria saber... eu queria ter

Saber como olhar pra você
Saber como gesticular com você
Saber o que falar para você
Saber em que posição o Sol deve estar
Saber que roupa utilizar
Saber como deverá estar o nível da maré
Saber em que ponto da órbita saturno deverá estar
Saber quantas folhas deverão cair da árvore que está plantada atrás da casa daquela pessoa que irei conhecer por acaso numa fila de banco

Se for muito saber, troco por apenas um...
Saber o que você sabe quando olha para mim

Niño rojo by Devendra Banhart

Devendra.. não sei qual a magia,o mecanismo, o raciocínio que sustenta suas canções. É algo para ouvir e se conformar. Se conformar que é assim, que não temos ação sobre o mundo. Acontece por acontecer. É uma música sabia. E de sabiá! Suas letras sobre a natureza, em tom de observação, demonstram muito conhecimento. Parece que, aos 26 anos, ele já sabe como funciona a vida e qual a melhor forma de se relacionar com ela. "Put me in your suitcase, let me help you pack, Cuz you're never coming back, no you're never coming back" cantada num tom de conformação, me passa uma segurança sobre os sentimentos tão grande, que me faz querer chorar e pensar "Porra cara, não cante assim, chore, fique com raiva, ninguém é tão maduro assim". Mas me parece que ele é pois isso se repete e se repete ao longo de suas canções. Não sei o que ele viveu, o que ele passou, o que ele sentiu, o quanto ele sofreu mas com certeza um amadurecimento precoce aconteceu. Sempre o visualizo cantando como se fosse uma árvore. Ele, no meio de uma floresta, observando o mundo e cantarolando para si mesmo. Não quer interferir em nada, apenas quer observar. E eu quero abraçá-lo. Talvez por pena. Não que Banhart está exigindo de nós ouvintes um sentimento de pena, apenas porque temos o costume de sentir pena por quem sofre. Ele sofre, mas sabe lidar bem com tudo isso, e não há necessidade de um Mathias abraçá-lo. Talvez o único motivo coerente de eu querer isso seja "tenha pena de mim" ou "me ensina a ser assim, pois eu sofro também mas minha reação é outra" ou então "Porra cara, não cante assim, chore, fique com raiva, ninguém é tão maduro assim. EU NÃO SOU ASSIM."... Lindamente triste e forte

WIP

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1o ato - SONO

Estou rabiscando bocejos
Escrevendo sonos
Atritando olhos pesados
E não me rendo aos desejos, diz o poeta.

"Estou com um puta sono e tenho que fazer a porra da ata de reunião" diz José da Silva

2o ato - INCONSCIENTE

O amanhã não sei
Hoje nem quero saber
E o ontem já esqueci
Pluft
Morri

3o ato - CONSCIENTE

Quando imagino, sorrio, sorrio.
Quando vivo, sorrio.
Pq? Pq?
Quando vivo, sorrio, sorrio, sorrio.
Pq?
Pq eu menti para este papel e esta tinta que me observa.

May 16, 2007

Google, me ajuda!

Hoje estava vendo o novo site do hagah, que agora inclui um guia para a cidade de Joinville. A primeira coisa que vi foi este link ae...

Como estou em processo de troca de academias, resolvi dar uma olhada. Eis que , no decorrer da lista com as opções de malhação na cidade, encontro a seguinte academia:






Não se se dá para ler (este blogger é muito limitado quando o assunto é edição e publicação de imagens), mas a opção é a seguinte:


"Conservatório Belas Artes de Joinville" - Academia artística!!!


É, mais um exemplo da robotização do mundo... ninguém mais para pra interpretar, analisar...

Bom, pelo menos eu, que faço teatro no tal conservatório faz 1 ano, posso me considerar uma pessoa sarada!!! Né hagah?




May 4, 2007

major tom...

"Planet Earth is blue And there’s nothing I can do"
David super Bowie

Apr 27, 2007

real life 2.0 draft

- web 2.0 , 3.0 , 4.0
- conceitos
- conceitos são úteis
- 2.0 - colaboração
- 3.0 - aperfeiçoamento
- 4.0 - viagem total
- Se na web tá assim, nossa vida real tb deveria seguir este modelo
- Costumamos fazer dentro das oportunidades q surgem
- Mas hoje oportunidades temos de sobra
- E creio que atualmente, de tantas oportunidades, temos q saber filtrar (web 3.0)
- Fazer o que se quer
- Fazer o que se gosta
- Filtrar o que se quer
- Ser mais vc (viu Ana Maria)

Apr 24, 2007

Tava lendo alguns textos antigos.. de um, dois, três anos atrás. Ao mesmo tempo que bate um sentimento de melancolia, uma pequena agonia e uma simples vontade de chorar (chorar por pensar.. "pô, passei por tudo isso!"), bate uma alegria de querer ver o amanhã - antes relutava, de querer ver o que ninguém pode ver - antes eu ofuscava, de andar em direção à névoa que cobre o próximo amanhecer - antes eu voltava pra debaixo da coberta.... É bom perceber este crescimento. É um dos pontos que mais me motivam viver. Este evoluir, este crescer...

Tenho 1,65
Já tive 1,30
Em alguns instantes fui pra 2,00
Quem sabe até 2,15. Não sei.
Mas hoje tenho 1,65.
E estou mais certo que amanhã terei 1,66
E depois 1,67
E 1,68
1,69
...

Apr 20, 2007

sexta

trim trim
tocou o celular
era lisossomo
pedindo pra mitocôndria respirar
caso contrário
Golgi iria se desesperar

Apr 19, 2007

CRACK!!!

CRACK!!! Foi o que eu ouvi quando dei um passo adiante. Tinha acabado de matar um caramujo. Coitado. Devia estar faz horas querendo passar a calçada que separa dois canteiros. Fora o segundo em 3 dias.

"Pessoal, tomem cuidado, façam isso a noite, quando tem menos pessoas"avisei o restante da turma, que deveria estar lentamente vivendo, em algum canto dos dois canteiros. A cada três passos repetia a frase, para garantir que todos ouvissem.

Vamos ver se funciona.

update: Passei lá novamente, e olhei três caramujos intactos, quase atingindo um dos lados do canteiro. Acho que eles não me ouviram. Ou então eu não vi eles antes e eles estavam fugindo pro canteiro (após meu aviso), pois era dia. De qualquer forma, nenhum estava morto...

Apr 17, 2007

but it did happen..

Eu sempre achei o filme Magnólia um dos melhores da minha vida. Eu sei que é complicado escolher O melhor filme, pois isso é muito subjetivo. Mas sempre imaginei que, se num programa de TV, num sofá da intimidade da Xuxa, me perguntassem, antes da fatídica pergunta "Mathias por Mathias", qual é meu filme preferido, falaria Magnólia. Não sei o que me atrai tanto no filme. Acho que, além de toda a parte técnica do filme, a mensagem de que nada é por acaso, e que as coisas acontecem sem sabermos o porque.

Hoje estava no trabalho, e pela primeira vez em 2 anos, não quis almoçar. Tinha um sanduíche natural preparado por mamãe, e decidi ficar na minha mesa comendo, pois tinha que terminar algumas atividades. Estas atividades porém não exigiam muito tempo, o que me permitia ir almoçar sem problema nenhum. Mas não sei bem porquê, fiquei. Lembro até que quando estava vindo ao trabalho, às 7 da manhã, pensei comigo: "Hoje não vou almoçar, tenho sanduíche, ficarei relaxando na minha mesa". Enfim, fiquei.

Nisso aparece a pessoa da limpeza (Janete) e sempre conversamos sobre tudo e nada, coisas genéricas da vida, e damos boas gargalhadas (ela ri de tudo, imagina se não me identifiquei). Enquanto conversava, metade do meu cérebro estava pensando em outros assuntos, relacionados ao trabalho principalmente. E estava encucado com algumas questões que não entendia muito bem, mas que eu enxergava de uma maneira dura, que me fazia sofrer sem entender.

Conversa vai e vem de um lado, pensamento ruim de outro. E ficamos assim até que chegou num ponto da conversa em que ela queria fazer enfermagem, que adorava ajudar os outros. Comentei que não aguentaria, pois odeio sangue, ver pessoas sofrendo, não era para mim. Na lata, sem pestanejar, ela comenta:

"Você sofre porque vê sofrimento"

Pronto, era o que eu precisava para unificar meu cérebro. Toda a dúvida, os pensamento ruins, o sofrimento sobre algo que não entendia muito bem no trabalho pareciam não me martirizar mais. "Por que vejo sofrimento?", questionei-me sem sucesso. E enquanto não respondesse essa pergunta, ficaria tranquilo. Não sei se a duração dessa tranquilidade será instantânea, mas que essa simples frase me ajudou, ajudou. E do outro lado do cérebro, a que mantinha a conversa com a Janete, se apoderou de toda a mente, e o interesse por cada vez mais conversar com ela foi aumentando.

Cérebro organizado, Mathias mais sorridente nesta terça-feira.

But it did happen.

resisti.. resisti..

.. resisti... resisti.. e não cliquei no link "saiba como encontrar seu par ideal"

Apr 16, 2007

pense

Hoje, confabulando com dois amigos de trabalho, visualizamos algo que nunca tinha parado para pensar. Bem besta mesmo. Bom, faça você também:
- Imagine um corredor
- Imagine alguém de bunda de fora, de quatro, no final do corredor
- Imagine outro alguém de quatro, de bunda de fora também, logo atrás do primeiro
- E assim vá imaginando, quantas pessoas quiser.
- O último da fila é o único que dá para ver, se você está no começo deste corredor
- Agora imagine um negão no começo do corredor, com o motumbo de fora...

Pronto.. agora fiquem com a expressão, pois eu já me levantei, coloquei minhas calças e sai correndo deste corredor...

"Tirei o meu da reta"

Apr 10, 2007

não sou assim...

Devendra... não sei qual a magia,o mecanismo, o raciocínio que sustenta suas canções. É algo para ouvir e se conformar. Se conformar que é assim, que não temos ação sobre o mundo. Acontece por acontecer. É uma música sábia. E de sabiá! Suas letras sobre a natureza, em tom de observação, demonstram muito conhecimento. Parece que, aos 26 anos, ele já sabe como viver a confusão que é a vida, sabe qual a melhor forma de se relacionar com ela. "Put me in your suitcase, let me help you pack, Cuz you're never coming back, no you're never coming back" cantada num tom de conformação, me passa uma segurança tão grande sobre os sentimentos, que me faz querer chorar e pensar "Porra cara, não cante assim, chore, fique com raiva, ninguém é tão maduro assim". Talvez ele seja.Digo isso pois esta sabedoria se repete e se repete ao longo de suas canções. Não sei o que ele viveu, o que ele passou, o que ele sentiu, o quanto ele sofreu mas com certeza um amadurecimento precoce aconteceu. Sempre o visualizo cantando como se fosse uma árvore. Ele, no meio de uma floresta, observando o mundo e cantarolando para si mesmo. Ele não quer interferir em nada, apenas quer observar. Assitir. Perdoar. E eu quero abraçá-lo. Talvez por pena. Não que ele está exigindo de nós ouvintes um sentimento de pena, apenas porque temos o costume de sentir pena por quem sofre. Ele sofre, mas sabe lidar bem com tudo isso, e não há necessidade de um Mathias abraçá-lo. Talvez o único motivo coerente de eu querer isso seja "tenha pena de mim" ou "me ensina a ser assim, pois eu sofro também mas minha reação é outra" ou então "Porra cara, não cante assim, chore, fique com raiva, ninguém é tão maduro assim. EU NÃO SOU ASSIM."... Lindamente triste e forte

Apr 2, 2007

lembranças#2

No final daquele canto, todos começavam seus movimentos automáticos rumo aos bancos, como de costume. Se aprenderam este movimento desde criança, qual a verdadeira importância deste gesto, o porquê de anteriormente ficar em pé, o porquê de todas estas regras, nada disso passava pela mente daqueles fiéis. O que realmente importava para eles era a força que recebiam ao se submeterem àquele ritual. O que não podemos negar que para a grande maioria é verdade. Intrigado com aquela cena, vendo todos se abaixando, resolvi me testar. Resolvi ficar em pé, não sei bem explicar por que. Talvez para tentar me livrar das influências de todo um grupo, talvez para provar para mim mesmo que não é necessária tal submissão para me sentir recarregado com as forças divinas, talvez simplesmente para fazer daquela situação algo divertido, lúdico. A cada segundo que passava, maior era o número de pessoas sentadas, e maior era a força da gravidade sobre o meu corpo. Tentei resistir. Quando percebi que estavam todos sentados, o peso sobre meu corpo era colossal. Sento ou não sento, era tudo que eu pensava. Sento ou sento, era o que me dominava. O que quase me derrubou foram aqueles olhares vizinhos a mim, me condenando ao inferno, dizendo ao pé de meu ouvido “ou você senta ou você irá ser castigado por Ele”, o que me fez desviar o olhar para qualquer lugar exceto àqueles maus olhares. Desisto, foi o que veio em mente. Mas naquele intervalo entre o pensar e o agir, veio a salvação. Mais ou menos a uns 15 metros atrás de onde estava, um velha senhora se encontrava como eu, ereta. Bom, nem preciso dizer que aquilo me confortou e dentro de mim surgiu uma força que impediu que aquele pensamento de rendição se espalhasse por todos os músculos, como um câncer em período terminal.”Se ela, uma velha senhora, que no mínimo deve vir aqui 2 vezes ao dia, pode, eu também tenho todo este direito”. Sorri...
...E fiquei lá, em pé, orgulhoso. Se antes ficava olhando para o teto daquele templo para evitar olhares, agora mirava com gosto para os vizinhos, desafiando-os como quem diz “pelo menos não sou um maria vai com as outras, estou aqui firme e forte, e assim continuarei”. Naquele instante nem passou pela minha cabeça que na verdade estava sendo uma maria, talvez este pensamento faria desmoronar toda aquela barreira. Passei então a analisar por que diabos aquela mulher se encontra também naquela posição. Será que ela está na mesma situação que eu, querendo provar para si mesmo que consegue viver sem a influência de ninguém? Será que ela tem problemas físicos que a impedem de sentar, pois ainda não tinha a visto desde o momento que cheguei à missa. Será que ela, mesmo com mais ou menos 80 anos, não aprendeu que devemos sentar após aquele canto tão conhecido? Será que ela está apenas sendo solidária comigo, ou melhor, será que ela ganha forças para continuar em pé ao me ver aqui apoiado sobre as duas pernas, assim como eu também ganho forças ao ver ela, como naquelas relações que aprendíamos nas aulas de biologia, simbiose, se não me engano. Foi neste instante, nesta busca de respostas, que meus olhos fixam os seus olhos. Porém, os olhos da velha senhora não se fixam aos meus, pois estavam fechados. E um turbilhão de pensamentos tomam conta de mim, novamente. Será que assim, de olhos fechados, é mais fácil suportar esta difícil missão de ficar em pé, no meio de tanta gente sentada te condenando? Será que ela está tão compenetrada em seus pensamentos, rezando, pedindo a Deus para que seu marido se recupere de uma doença terrível, que se esqueceu de sentar? Ou será que ela não está nem aí para nada, apenas quer aparentar uma figura mais bizarra que eu, que além de ficar em pé quando não se deve, ainda fecha os olhos num gesto audacioso e displicente...
...Pensei por um instante em fechar meus olhos porque a barreira que antes era de aço, transformou-se em uma de papelão, afinal já tinham se passados longos 2 ou 3 minutos desde o final da cantoria. Agora até o padre já desviava o olhar para mim e para a velha senhora. Não sei se era um olhar de compreensão ou de condenação. Tentava acreditar na primeira opção, para ter coragem de continuar como estava. Mas não adiantou muito, a barreira desapareceu e num último gesto de desespero, comecei a esticar as pálpebras, a exemplo daquela velha senhora. Mas acabei por desistir de fechar os olhos quando vejo as pálpebras da velha senhora se encolherem, revelando seus olhos. Ela, parecendo assustada, olhou em toda a sua volta e não hesitou, apenas sentou. Sentei, procurando algum objeto inexistente em minha mochila.

lembranças#1

deve existir uma combinação dos infinitos fatores do universo que faça com que meus lábios encostem nos teus.
e deve exigir um esforço colossal para ter este cenáriomas eu teria... eu queria saber... eu queria ter

saber como olhar pra você
saber como gesticular com você
saber o que falar para você
saber em que posição o Sol deve estar
saber que roupa utilizar
saber como deverá estar o nível da maré
saber em que ponto da órbita saturno deverá estar
saber quantas folhas deverão cair da árvore que está plantada atrás da casa daquela pessoa que irei conhecer por acaso numa fila de banco

se for muito saber, troco por apenas um
saber o que você sabe quando olha para mim

Mar 26, 2007

equações

Descobri o óbvio, que não consigo controlar a vida. E que meu medo me move. E que o medo é necessário. E que o medo medo não. E que quero controlar tudo. Controlar o incontrolável. Mas não posso controlar o incontrolável. Por isso o medo medo. Me move pois me desafio. Continuarei desafiando. O medo dispenso. O medo eu quero. Resumindo... um medo. com desafio. e sem controle do incontrolável...

Mar 14, 2007

10000feet

"pode rir ou chorar, tanto faz. Aqui de cima, o que vejo é um simples ponto imóvel"m.albert

Mar 13, 2007

2 e 2 são 4

De um lado o peso do mundo
De outro, a alegria de sonhar
Alguém deixará eu sorrir?
Você, eles? Eu???
Acorda menino, e vai trabalhar.



esqueça o mundo
só não esqueça você. Você assim, você.
Esqueça que tem amigos
Esqueça que tem paqueras
Esqueça a sociedade
Esqueça regras, conceitos, preconceitos
Esqueça que a informação se dissipa, e se espalha
só não esqueça você. Você assim, você.
"Quer tomar um café?"
e você me esquece também?

Feb 15, 2007

..:.::miolo de p�o::.:::.....

estou feliz...
não sei.. apenas me dá uma vontade de rir... pensei até ser de desespero. Como aqueles que dão muitas risadas, mas nos seus olhos você acha uma lágrima, mesmo que inexistente. Mas isso eu sei que não é. Acho que é uma paz, um momento, algo rápido que está demorando. É bom, e devo ficar feliz com isso. Meu universo é apenas isso. É difícil para mim manter meu universo simplista, mas estou construindo barreiras para nada de fora entrar. E sei lá, consigo. Talvez seja influência desse jazz, desse piano, desse contrabaixo lindo, que incoscientemente acalma. Essa francesa que não sei o nome e que canta também ajuda. E o órgão. O silêncio também ajuda. O silêncio fora a música, claro. O ventilador constante no seu canto, cumprindo seu papel. Arrá! Pronto, achei a solução do meu problema, acabei de olhar. A boa e velha cerveja. Mas estou apenas na primeira....... e me dá vontade de chorar rindo, ou rir chorando. Tudo assim, apontando pro mesmo lugar. O lugar que todo mundo quer estar, cada um a sua maneira, a seu gosto, ao seu tempero.

Jan 29, 2007

Estava outro dia esperando um ônibus. Eu e meu mp3... Eu, meu mp3 e um cigarro. E estava formado meu mundo pelos próximos 10 segundos. Após, percebi que meu universo tinham mais dois elementos. Um casal. E quando menos me dei conta, descobri um novo ser. O bebê que estava dentro da dona Maria (chutei o nome, e a probabilidade de acertar é grande). Percebi que os três estavam ali pois o homem me cutucou. Retirei meu fone de ouvido. "Empresta o fogo pra minha mulher??". E como não tinha isqueiro, emprestei a brasa (apesar de odiar isso, pois as pessoas são descordenadas e destrõem tudo...). "Muiro obrigado" ela disse. "Nossa que olhar educado o dela" pensei. Mas alguma coisa dentro de mim me fez continuar pensando neles. Até que o óbvio veio. Nossa, a mulher grávida deste jeito fumando! Começou o turbilhão:
- Será que ela não tem dó de fumar assim, grávida?
- Será que ela sabe que fumar durante a gravidez faz mal?
- Será que ela não vê que o menino pode nascer com algum problema, o que trará mais infelicidade do que ela hoje tenta tapar fumando um cigarro ? Que falta de pensamento sistêmico!
- Será que este marido deixa ela fumar mesmo ficando triste por dentro?
- Será que este marido deixa ela fumar pois também não sabe dos malefícios?
- Será que ele sabe e não está nem ai? Não pensa a longo prazo?
E isto foi só o início, o prefácio. A grande questão veio após pensar "Vou falar com ela". Pensei em abordar com algo do tipo "Olha, sem querer me intrometer, mas você sabe que fumar durante a gravidez faz mal pro bebê né?". Esta foi a melhor forma que encontrei. Mas não proferi num um fonema. Turbilhão novamente, agora tentando responder a pergunta "pq eu não falo?":
- Sou fraco?
- Sou covarde?
- Fico com medo de tomar uma bronca do tipo "A vida é minha"?
- Acho que ela já sabe então não adianta falar?
Não gostei de não ter conseguido falar com a mulher. Não gostei mesmo. Me senti impotente. Tentei entender porque não falava, mas não consegui achar a resposta. Fiquei duplamente triste, por mim de não ter falado, por ela de estar fazendo o que fazia.
Quando chegou meu ônibus, eu diria que fiquei triplamente triste. Não tinha notado que eu também fumava.

Jan 25, 2007

da série "escrevendo sem pensar" :

quero sentir o gosto amargo da tua pele quando se trata de algo pertinente ao extremo oposto daquilo que um dia foi definido para salvar todos os seres humanos de qualquer catástrofe que um dia irá acontecer e quem sabe, neste dia, toda e qualquer função matemática regente no mundo irá cair, como um prédio em um terremoto. Assim, seremos uma civilização travada e erudita, ambas contraditórias porém realistas, quando comparadas ao dia de hoje, ao sol de hoje, a manhã de ontem e quem sabe o amanhã do talvez.

Jan 23, 2007

dia a dia

estou sentado na minha mesa de trabalho, resolvi tirar 5 minutos para escrever isso, ao invés de ir tomar café. Não sei exatamente porque resolvi neste momento, hoje, agora, escrever. Talvez tenho na cabeça que escrevendo a gente já resolve metade do problema. Não sei se funciona, mas cá estou eu tentando, e no fundo no fundo acho que isto sempre é bom.

...Escrever. Queria ter mais técnica de escrita, não consigo de maneira satisfatória digitar tudo da forma que quero passar, mas tento.

...Notei agora que escrevi duas vezes o verbo tentar. E parando pra pensar, acho que a vida é tentar após o outro. Considerando que nunca seremos perfeito, tudo o que fizermos não será nada mais que uma tentativa. Pode dar certo, pode dar errado. Então neste momento estou:
- tentando fazer melhor projeto possível, até onde posso.
- tentando escrever este texto
- tentando entender a vida
- tentando digitar mais rápido
- tentando não fazer isso
- tentando fazer aquilo
e assim vamos nós... tchau...

agora voltaremos a nossa programação normal...

ps: o intuito era escrever sobre meus problemas para solucioná-los pela metade, mas minha cognição impediu o foco, então desisti de escrever sobre os problemas. Talvez só por ter escrito (independente sobre o quê), resolve 50%. Vamos tentar!!

Jan 15, 2007

era uma vez...

Miolo de pão

Um casal tomava café no dia das suas bodas de ouro. A mulher
passou a manteiga na casca do pão e deu para o seu marido,
ficando com o miolo. Pensou ela: "Sempre quis comer a melhor
parte do pão, mas amo demais meu marido e, por 50 anos, sempre
lhe dei o miolo. Mas hoje quis satisfazer o meu desejo". Para
sua imediata surpresa o rosto do marido abriu-se num sorriso sem
fim e ele lhe disse:
- Muito obrigado por este presente, meu amor. Durante 50 anos,
sempre quis comer a casca do pão, mas como você sempre gostou
tanto dela, eu jamais ousei pedir !
Assim é a vida... Muitas vezes nosso julgamento sobre a
felicidade alheia pode ser responsável pela nossa
infelicidade... Diálogo, franqueza, com delicadeza sempre, são o
melhor remédio.
fonte: desconhecida


* neste caso, jura que eu não teria este problema de falta de comunicação... vomitaria na cara mesmo!

Jan 10, 2007

anotações...

deve existir uma combinação dos infinitos fatores do universo que faça com que meus lábios encostem nos teus.
e deve exigir um esforço colossal para ter este cenário
mas eu teria... eu queria saber... eu queria ter

saber como olhar pra você
saber como gesticular com você
saber o que falar para você
saber em que posição o Sol deve estar
saber que roupa utilizar
saber como deverá estar o nível da maré
saber em que ponto da órbita saturno deverá estar
saber quantas folhas deverão cair da árvore que está plantada atrás da casa daquela pessoa que irei conhecer por acaso numa fila de banco

se for muito saber, troco por apenas um
saber o que você sabe quando olha para mim

Nov 26, 2006

samba que lá vem a história

só amanhã de manhã....


gostaria de mudar o que não posso mudar. apenas mudarei o imutável se a mudança modificar o que muda a medida da mutação da mudança da mobília do meu quarto...

a mobília por sua vez, fabrica células lindas de carvalho, que nada tem a ver com orvalho, a não ser pela manhã. ainda mais no outono. ou inverno. mas é outono. mas arredonda... enfim.. caralho

caralho é dúbio.. não sei se é cebola.. ou alho.. mas que quero alho... quero cebola

quero quero é ave. voa ou bérra.. um ou outro. nunca os dois. ou sim. numa dimensão que nunca vi. pq nunca vi. os dois. juntos. unidos. colados. casados. fundidos. soldados. apenas um. ou outro. nunca soldado

soldado lembra guerra. guerra é ruim. diria meu sobrinho. caso ele falasse. num fala. só xixi, coco. ou coco, xixi.

enfim, é isso começando semaninha, ou já começo hoje. dizem que domingo é o início. início da tristeza. e final também. segunda é ruim até X. depois de X é bom.. vai que vai.. vai vai.. sambando.. boa semana

Nov 17, 2006

umus eréctus

É tão bom este momento.. esta sensação única de se deparar frente aos problemas e, assim, aparentemente do nada, o problema se tornar em algo desprezível, algo pra não se preocupar mais. Evoluir, finalmente... é um dos mais poderosos combustíveis, um dos que mais me movem, que me faz querer viver, querer envelhecer, querer sentar na beira do mar aos meus 80 anos e sentir toda a leveza e harmonia que alguém possa sentir, olhar o mar , o barquinho passando, a onda batendo, e respirar fundo, flutuar... ficar assim, dias eu comigo e mesmo e em momento algum constatar um problema, uma ansiedade, uma preocupação...

Oct 31, 2006

..:.::miolo de p�o::.:::.....

Guarda-Chuva

Hoje eu quero esquecer de mim,
Quero me livrar de mim mesmo
Quero sair de mim como a pele sai do corpo de uma cobra
Quero deslizar num escorregador e olhando para trás gritar ADEUS
Quero romper, cortar, queimar o fio
Me desconectar, desplugar, desacoplar
Quero refletir, não refratar

Quero enxergar aquele poste ali, iluminado
Quero ver a árvore na penumbra
Quero ouvir o silêncio da noite
Quero sentir o vento no rosto
Quero ouvir meus passos no asfalto
Quero olhar para o céu
Ver as nuvens escondendo a lua
Quero sorrir chorando
Quero refratar, não refletir

Quero enfim lembrar de você, só você
E de dia quero tudo isso de novo
Com o sol , meu guarda-chuva!

mat.albert



"É tão bom este momento.. esta sensação única de se deparar frente aos problemas e, assim, aparentemente do nada, o problema se tornar em algo desprezível, algo pra não se preocupar mais. Evoluir, finalmente... é um dos mais poderosos combustíveis, um dos que mais me movem, que me faz querer viver, querer envelhecer, querer sentar na beira do mar aos meus 80 anos e sentir toda a leveza e harmonia que alguém possa sentir, olhar o mar , o barquinho passando, a onda batendo, e respirar fundo, flutuar... ficar assim, dias eu comigo e mesmo e em momento algum constatar um problema, uma ansiedade, uma preocupação... "

..:.::miolo de p�o::.:::.....

Oct 16, 2006

foliculites e afins

Estou em casa, véspera de aniversário.

Apesar de ser segunda, o médico recomendou dois dias de descanso pra curar da foliculite (leia-se perebas na perna). Não faço mais nada além de ficar pensando "será que coço ou não coço? ". Não coço. E coço (quando já vira algo instintivo).
Mas enfim, como citei acima, véspera de aniversário. Há alguns anos, odiava aniversários. Tinha na cabeça que aniversário era uma ótima oportunidade das pessoas exercitarem suas hipocrisias, suas falsidades, suas máscaras de amigos fiéis. Era um tanto pesada esta afirmação, radical, pessimista, mas caia como uma luva para muitos e estes sabiam. E eu sabia. Os outros que não sabiam, era porque deviam gostar mesmo de mim, ou pelo menos parte de mim.
Hoje, entre uma coçada e outra, estes pensamentos vieram de novo a cabeça e decidi tirar uma fotografia e revelá-la. Para minha surpresa, esta foto está diferente mesmo. Diferente e creio que melhor. Senão melhor, pelo menos mais otimista.
Hoje, vejo o aniversário como um catalisador. Lembram dos catalisadores? São substâncias que ajudam a ativar determinadas reações químicas. Ou sejam, são substâncias que diminuem a energia de ativação aumentando assim a velocidade da reação (mais em http://pt.wikipedia.org/wiki/Catalisador).
O que quero passar é que existem aqueles momentos nas nossas vidas em que queremos dizer e não conseguimos. Queremos dizer "ei você, TE AMO!" ou "cara, vc é muito gente boa", ou então "ei psiu, vc é inteligente pacas, continue assim".. enfim, estes momentos sempre passam na nossa cabeça, e precisamos de um motivo suficientemente forte para externalizar todos estes sentimentos que temos para com o mundo todo. Pelo menos no meu caso, externalizo muito pouco os sentimentos para com as pessoas. E acho que não deveria ser assim. Quantas vezes lemos aquelas correntes bregas de emails sobre "viva hoje como se fosse o último" e "fale para as pessoas o quanto elas são importantes para você, pois você pode nunca mais ter essa chance". É muito verdade isso, e bonito, mas bonito só no papel. Quando chega na hora do pega pra capar, é um travamento atrás do outro, o que me faz sentir meio mal de não conseguir. Será que eu deveria conseguir? Ou será que isso é natural, e que estas historinhas de emails bonitinhos devem ficar só no papel mesmo? Não sei. Mas nem tenho a pretensão de saber.
Amarrando tudo isso, o importante é que vejo o aniversário como um motivo de vencermos esta barreira que temos quando o assunto é "o que sentimos pelo próximo". Ou seja, o aniversário é um catalisador. Ele diminui a energia de ativação (nosso muro que mantem preso todos os belos sentimentos que sentimos) desencadeando a reação (a externalização dos sentimentos). No aniversário, qualquer tipo de sentimento é externalizado de forma mais fluida, com menos entraves, afinal é o aniversário de tal pessoa, e no aniversário é permitido ser mais sentimental, mais brega, mais humano, nem que eu tenha que deixar de lado todas as minhas barrerinhas para falar um simples e manjado "Feliz Niver".
Baseado nisso, por mais que alguém venha até a mim e diga este simples "feliz aniversário" ou então me escreva um scrap robotizado de "feliz niver te add me add", hoje ficarei feliz, de coração, pois sei que um simples gesto como este representa algum tipo de sentimento, e bom (e no mínimo equivalente ao discurso pois a grande maioria isso pode representar apenas uma ponta de um iceberg emotivo). Para fazer alguém mover forças para me dar parabéns, algo de bom eu devo ter, e ela também. Se foi forçado, se não foi, se foi pura formalidade, se foi uma declaração de amor, se foi falso mesmo, se foi verdadeiro, não importa mais. Sorrirei coçando a cada mensagem. Pelo menos até as perebas passarem. E agracerei cada um, por qualquer tipo de manifestação para com minha pessoa. Todas têm seu valor. Todas têm meu carinho. Todas têm a intensidade que o momento permitir. Por todas, obrigado. Mesmo. A cada um.

Jan 13, 2006

amén

No final daquele canto, todos começavam seus movimentos automáticos rumo aos bancos, como de costume. Se aprenderam este movimento desde criança, qual a verdadeira importância deste gesto, o porquê de anteriormente ficar em pé, o porquê de todas estas regras, nada disso passava pela mente daqueles fiéis. O que realmente importava para eles era a força que recebiam ao se submeterem àquele ritual. O que não podemos negar que para a grande maioria é verdade. Intrigado com aquela cena, vendo todos se abaixando, resolvi me testar. Resolvi ficar em pé, não sei bem explicar por que. Talvez para tentar me livrar das influências de todo um grupo, talvez para provar para mim mesmo que não é necessária tal submissão para me sentir recarregado com as forças divinas, talvez simplesmente para fazer daquela situação algo divertido, lúdico. A cada segundo que passava, maior era o número de pessoas sentadas, e maior era a força da gravidade sobre o meu corpo. Tentei resistir. Quando percebi que estavam todos sentados, o peso sobre meu corpo era colossal. Sento ou não sento, era tudo que eu pensava. Sento ou sento, era o que me dominava. O que quase me derrubou foram aqueles olhares vizinhos a mim, me condenando ao inferno, dizendo ao pé de meu ouvido “ou você senta ou você irá ser castigado por Ele”, o que me fez desviar o olhar para qualquer lugar exceto àqueles maus olhares. Desisto, foi o que veio em mente. Mas naquele intervalo entre o pensar e o agir, veio a salvação. Mais ou menos a uns 15 metros atrás de onde estava, um velha senhora se encontrava como eu, ereta. Bom, nem preciso dizer que aquilo me confortou e dentro de mim surgiu uma força que impediu que aquele pensamento de rendição se espalhasse por todos os músculos, como um câncer em período terminal.”Se ela, uma velha senhora, que no mínimo deve vir aqui 2 vezes ao dia, pode, eu também tenho todo este direito”. Sorri...
...E fiquei lá, em pé, orgulhoso. Se antes ficava olhando para o teto daquele templo para evitar olhares, agora mirava com gosto para os vizinhos, desafiando-os como quem diz “pelo menos não sou um maria vai com as outras, estou aqui firme e forte, e assim continuarei”. Naquele instante nem passou pela minha cabeça que na verdade estava sendo uma maria, talvez este pensamento faria desmoronar toda aquela barreira. Passei então a analisar por que diabos aquela mulher se encontra também naquela posição. Será que ela está na mesma situação que eu, querendo provar para si mesmo que consegue viver sem a influência de ninguém? Será que ela tem problemas físicos que a impedem de sentar, pois ainda não tinha a visto desde o momento que cheguei à missa. Será que ela, mesmo com mais ou menos 80 anos, não aprendeu que devemos sentar após aquele canto tão conhecido? Será que ela está apenas sendo solidária comigo, ou melhor, será que ela ganha forças para continuar em pé ao me ver aqui apoiado sobre as duas pernas, assim como eu também ganho forças ao ver ela, como naquelas relações que aprendíamos nas aulas de biologia, simbiose, se não me engano. Foi neste instante, nesta busca de respostas, que meus olhos fixam os seus olhos. Porém, os olhos da velha senhora não se fixam aos meus, pois estavam fechados. E um turbilhão de pensamentos tomam conta de mim, novamente. Será que assim, de olhos fechados, é mais fácil suportar esta difícil missão de ficar em pé, no meio de tanta gente sentada te condenando? Será que ela está tão compenetrada em seus pensamentos, rezando, pedindo a Deus para que seu marido se recupere de uma doença terrível, que se esqueceu de sentar? Ou será que ela não está nem aí para nada, apenas quer aparentar uma figura mais bizarra que eu, que além de ficar em pé quando não se deve, ainda fecha os olhos num gesto audacioso e displicente...

...Pensei por um instante em fechar meus olhos porque a barreira que antes era de aço, transformou-se em uma de papelão, afinal já tinham se passados longos 2 ou 3 minutos desde o final da cantoria. Agora até o padre já desviava o olhar para mim e para a velha senhora. Não sei se era um olhar de compreensão ou de condenação. Tentava acreditar na primeira opção, para ter coragem de continuar como estava. Mas não adiantou muito, a barreira desapareceu e num último gesto de desespero, comecei a esticar as pálpebras, a exemplo daquela velha senhora. Mas acabei por desistir de fechar os olhos quando vejo as pálpebras da velha senhora se encolherem, revelando seus olhos. Ela, parecendo assustada, olhou em toda a sua volta e não hesitou, apenas sentou. Sentei, procurando algum objeto inexistente em minha mochila.